Saiba quanto ganha um piloto de avião nos EUA

Quer saber quanto ganha um piloto de avião nos EUA?

Com a escassez de mão de obra generalizada no mercado americano, o setor da aviação dos EUA tem sido um dos mais afetados. Isto porque muitos pilotos têm se aposentado nos últimos anos e, cada vez menos, as novas gerações vêm se interessando pela carreira.

Embora o salário de piloto de avião seja bastante alto, especialmente depois de alguns anos de cockpit, os custos de formação para se tornar um piloto de linha aérea e tirar as licenças obrigatórias são muito altos. E isso vem afastando aqueles que poderiam se interessar pela profissão.

Soma-se a isso, o crescimento da atividade turística, em especial com a demanda reprimida de dois anos de pandemia.

Leia abaixo o nosso post completo para entender melhor essa história.

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Quanto ganha um piloto de avião nos EUA?

De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, um piloto de avião ganha, em média, US$ 198.190 por ano. Na cotação atual do dólar, isto daria pouco mais de R$ 78 mil por mês.

Não é à toa que muitos pilotos brasileiros – e do mundo todo – estão buscando o mercado americano de aviação.

Quais são os estados americanos que mais empregam pilotos de avião?

De acordo com os dados oficiais do governo dos EUA, os cinco estados americanos que mais empregam pilotos de avião, copilotos e engenheiros de voo são:

Estado Salário Médio
Texas R$ 83 mil/mês
Califórnia R$ 90 mil/mês
Flórida R$ 92 mil/mês
Nova York R$ 87 mil/mês
Illinois R$ 76 mil/mês

Quais são os estados americanos com maior concentração de pilotos de avião?

Os dados do governo mostram ainda que os estados dos EUA que mais concentram pilotos de avião, copilotos e engenheiros de voos – todas estas profissões bastante demandadas atualmente no país.

Estado Salário Médio
Alasca R$ 62 mil/mês
Havaí
Colorado R$ 64 mil/mês
Washington R$ 88 mil/mês
Illinois R$ 76 mil/mês

Salário nas grandes companhias aéreas dos EUA

O “Airline Data Project”, iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), vem monitorando os salários de profissionais da aviação comercial dos EUA nos últimos anos, incluindo pilotos e copilotos.

De acordo com o MIT, um integrante do cockpit da American Airlines ganha R$ 99 mil por mês. Os números são de 2020 – e pode ter aumentado ao longo do ano passado, dado o agravamento da escassez de pilotos de avião nos EUA.

Veja a tabela completa

Estado Salário Médio
American Airlines R$ 99 mil/mês
Delta Airlines R$ 93 mil/mês
United Airlines R$ 101 mil/mês
Southwest R$ 130 mil/mês
Alaska Airlines R$ 70 mil/mês
JetBlue R$ 79 mil/mês

Como ser piloto de avião nos EUA?

Pilotos de avião geralmente têm horários de trabalho variáveis, com escalas noturnas, muitas vezes.

Pilotos de linhas aéreas normalmente (mas nem sempre) precisam de um diploma de bacharel e experiência como piloto comercial ou militar. Além disso, é preciso cumprir os requisitos da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) – órgão que regula o setor aéreo nos EUA, equivalente à ANAC brasileira.

O Departamento de Trabalho dos EUA estima que a criação de vagas para pilotos de avião cresça 13% de 2020 a 2030, ritmo mais acelerado do que a média das demais ocupações.

Cerca de 14,5 mil vagas abertas para pilotos de companhias aéreas e comerciais são projetadas a cada ano. Espera-se que muitas dessas aberturas de vagas resultem da necessidade de substituir trabalhadores que saíram da força de trabalho (aposentaram-se ou mudaram de ramo).

Requisitos para ser um piloto de avião nos EUA

Os Estados Unidos diferenciam a licença de piloto comercial da licença de piloto de linha aérea. Porém, é com esta última que você consegue trabalhar para companhias como Delta, United e American Airlines, transportando carga e passageiros. Trata-se de uma licença muito mais exigente do que a comercial.

Enquanto a licença comercial requer cerca de 500 horas de voo por parte do piloto, para obter a licença de linha aérea serão exigidas 1.500 horas de voo.

A regra surgiu após um acidente da Colgan Air, em 2009, a fim de gerar mais segurança para o setor. Contudo, teve a consequência não intencional de diminuir o número de pilotos qualificados para trabalhar nestas empresas e, com isso, aumentou significativamente os custos de treinamento.

As companhias aéreas regionais dos Estados Unidos há muito tempo têm criticado a exigência das 1.500 horas, advertindo que isso causaria uma escassez de pilotos – o que de fato aconteceu. Entretamento, pilotos voando nos EUA por companhias de outros países não precisam cumprir a regra.

“Me parece loucura que um primeiro oficial com 300 horas possa pousar um A350 da Lufthansa no JFK, voando sobre o Queens, e um piloto dos EUA não possa fazer a mesma coisa”, disse o CEO da Mesa Airlines, Jonathan Ornstein, em fevereiro, referindo-se ao baixo número de horas que os pilotos europeus precisam para serem certificados. “Nenhum outro país do mundo adotou [a regra das 1.500 horas], nem uma única”, disse em entrevista ao site Airline Weekly.

Segundo a Universidade Aeronáutica da Califórnia, outras exigências para conseguir ser um primeiro oficial em uma companhia aérea dos EUA envolvem:

  • Ter 23 anos ou mais
  • Possuir uma licença de piloto comercial e qualificação de instrumento
  • Ter voado 50 horas em um avião multimotor
  • Aprovação em um programa de treinamento para ter a licença de linha aérea (ATP)
  • Passar em todos os conhecimentos e testes práticos do exame para tirar a licença de linha aérea

Dependendo da posição e da empresa contratante, contudo, horas de voos adicionais (para além das 1.500 necessárias para obtenção da licença) podem ser exigidas.

Além disso, nos Estados Unidos, pilotos são obrigados a se aposentar ao completarem 65 anos (em cabines com copilotos) e aos 60 anos (caso voem sozinhos).

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