Estados Unidos têm 104 mil pilotos de avião comercial – e precisam de mais

Dados divulgados pela Administração Federal da Aviação (FAA, na sigla em inglês), agência do governo que regula o setor nos Estados Unidos, revelam que o país encerrou 2021 com 104.610 pilotos ade aviões comerciais ativos – um aumento marginal de apenas 0,7% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 13,4% se comparado aos números de uma década atrás, quando existiam cerca de 120 mil profissionais da área no país.

Os dados reforçam o cenário de escassez de pilotos da aviação comercial que existe nos EUA.

Durante uma audiência no Senado no final de dezembro, por exemplo, o CEO da United Airlines afirmou a parlamentares que 100 dos aviões da companhia estavam parados devido à falta de pilotos. Simplesmente não haviam quem os pilotasse.

“Tem havido uma escassez de pilotos na última década nos Estados Unidos e, com a Covid, tornou-ela tornou-se mais real”, disse Scott Kirby na ocasião, que contou ainda com a presença de outros executivos das principais companhias aéreas americanas, incluindo o CEO da American Airlines, Doug Parker, o CEO da Southwest Airlines, Gary Kelly, e o vice-presidente executivo da Delta Air Lines, John Laughter.

Quão grande é a escassez de pilotos de avião nos EUA?

De acordo com as estimativas mais recentes da Boeing, o mercado de aviação mundial precisaria treinar 612 mil novos pilotos para manter a frota de aeronaves comerciais nos próximos 20 anos – 412 mil apenas na América. Além disso, a Oliver Wyman, empresa de consultoria de gestão, prevê que a escassez de mão de obra será de 12 mil pilotos até 2023 nos Estados Unidos. Se nada for feito, mais e mais aviões terão de ficar parados em solo, assim como os da United.

“Em nossos cenários mais prováveis, haverá uma lacuna no mundo todo de 34 mil pilotos até 2025. Isso pode chegar a 50 mil nas previsões mais extremas. Eventualmente, o impacto das licenças, aposentadorias e desligamentos criará desafios reais até mesmo para algumas das maiores operadoras aéreas”, diz a análise de Oliver Wyman.

Quanto ganha um piloto de avião comercial nos EUA?

Nos Estados Unidos, os pilotos de linhas aéreas comerciais recebem um salário médio de USD 130 mil por ano, de acordo com estatísticas oficiais do Departamento de Trabalho do país, embora o valor possa facilmente chegar a USD 180 mil ou USD 350 mil em grandes companhias aéreas, dependendo da rota e de quantos anos de experiência o piloto tem.

Isso significa um salário que, em reais, pode variar entre R$ 1 milhão e 2 milhões por ano.

Por que faltam pilotos nos Estados Unidos?

Hoje, há poucos jovens americanos interessados na carreira de piloto de avião, principalmente devido aos altos custos envolvidos na formação. Essa falta de renovação de profissionais é piorada quando se leva em conta que muitos pilotos da aviação comercial nos EUA vão se aposentar nos próximos anos. Em 2017, a Cowen & Company estimou que 42% dos pilotos ativos das  principais companhias aéreas do país se aposentariam até 2026.

Durante a pandemia da Covid-19, a indústria da aviação também enfrentou uma de suas maiores crises, na qual milhares de pilotos da aviação comercial foram demitidos ou decidiram se aposentar. Além disso, nos EUA, a idade para a aposentadoria obrigatória para pilotos comerciais é de 65 anos, de acordo com os regulamentos da FAA.

Como trabalhar como piloto de avião comercial nos EUA?

Há diversas maneiras para que um profissional estrangeiro trabalhe como piloto comercial de avião nos Estados Unidos. Há muitas oportunidades para comandantes e primeiros oficiais (copilotos) em todo o território americano.

Se o profissional tiver muitas horas de voo de experiência, ele pode se candidatar a vistos como o EB-1A de Habilidades Extraordinárias ou o EB-2 NIW, que são categorias que não exigem que o piloto tenha uma oferta prévia de emprego, são vistos mais rápidos de serem concedidos e, como é normal dos vistos imigratórios, concedem o green card a seu portador automaticamente.

Em geral, o visto EB-2 NIW é o mais usado por pilotos. Para que o profissional tenha boas chances de aprovação do visto, a AG Immigration recomenda as seguintes qualificações mínimas:

  • 000 horas de voo/10 anos de experiência;
  • Salário 50% superior ao de pilotos que trabalham no mesmo segmento;
  • Registro acadêmico oficial que demonstre um diploma, certificado ou outro título similar emitido por uma instituição de ensino no domínio da aviação;
  • Licença da FAA (ou pelo menos mostrar passos substanciais no processo de obtenção da licença da FAA);
  • Participação em associações de pilotos.

Fatores que podem fortalecer muito um caso de EB-2 NIW incluem, mas não estão limitados a:

  • 000 horas de voo/15+ anos de experiência;
  • Salário significativamente mais elevado que a média nacional (idealmente 75%+);
  • Prêmios, medalhas ou outras formas de reconhecimento de realizações;
  • Contribuições para a indústria da aviação, como a criação de novos métodos, ideias, inovações ou protocolos, especialmente se eles foram implementados por empresas que operam no campo da aviação;
  • Papel de liderança em organizações de aviação ou pilotos;
  • Publicações sobre o profissional na imprensa, websites, artigos ou livros;
  • Escrever ou publicar artigos relacionados com a aviação em livros ou em publicações profissionais da área.

De maneira geral, quanto mais experiência e destaque na aviação, melhores as chances de o piloto de avião conseguir o visto EB-2 NIW. Todos esses critérios apresentados acima devem ser comprovados por meio de evidências, como notícias, livros, holerites, contratos, certificados, documentos etc.

O visto EB-1A para pilotos de avião

Um pequeno número de pilotos pode se qualificar para o visto EB-1A de Habilidades Extraordinárias, que exige que o indivíduo cumpra pelo menos 3 de 10 requisitos específicos (ver abaixo). É possível afirmar que este visto é muito mais difícil de se obter em relação aos outros, mas para aqueles que se qualificam existe a vantagem do processamento rápido (premium processing).

O premium processing garante uma análise mais rápida para certas petições de vistos nos Estados Unidos. Com ele, uma solicitação de EB-1A é analisada em até 15 dias. Sem esse serviço, o tempo de espera pode variar de alguns poucos meses a mais de um ano. Candidatos que optam por usar o premium processing devem pagar uma taxa de USD 2.500 (no caso do EB-1A) ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos. Caso o órgão não avalie o pedido de visto (aprovando ou negando a emissão do documento) dentro do prazo de 15 dias, o valor será reembolsado ao peticionário.

Os 10 requisitos de elegibilidades para o visto EB-1A são:

  • Evidência de recebimento de prêmios e reconhecimento nacional ou internacional por excelência em sua profissão.
  • Evidência de sua participação em associações no meio profissional que exigem realizações ou qualificações extraordinárias de seus membros.
  • Evidência de publicações sobre a sua carreira em mídias profissionais ou comerciais de grande importância.
  • Evidência de que você foi convidado a julgar o trabalho de outras pessoas, individualmente ou fez parte de uma banca avaliadora.
  • Evidência de suas contribuições científicas, acadêmicas, artísticas, atléticas ou relacionadas a negócios de grande importância para o campo.
  • Evidência de autoria de artigos acadêmicos em publicações profissionais comerciais ou em outras mídias de grande importância.
  • Evidência de que seu trabalho foi exibido em exposições ou mostras artísticas.
  • Evidência que você desempenhou um papel essencial ou de liderança crítica em organizações distintas.
  • Evidência de que você possui uma alta remuneração em relação a outros profissionais na mesma área.
  • Evidência de seu sucesso comercial em espetáculos.

Sou piloto e tenho uma oferta de emprego nos Estados Unidos

Pilotos de avião comercial que tenham uma oferta formal de trabalho de uma empresa americana podem se candidatar aos vistos EB-2 e EB-3. Nestes casos, diferentemente do EB-1A e do EB-2 NIW, é o próprio empregador quem inicia o processo de requisição do visto junto aos órgãos de imigração.

Isso porque, primeiramente, a companhia aérea deve comprovar ao Departamento de Trabalho dos Estados Unidos que tentou, mas não conseguiu, encontrar um piloto de avião qualificado dentro do mercado americano. Com isso, o governo a autoriza a contratar um piloto estrangeiro.

Dada a escassez de pilotos nos EUA, essa é uma excelente opção para pilotos que encontraram um empregador disposto a contratá-los.

Pilotos de avião mulheres nos Estados Unidos

De acordo com o relatório da FAA referente ao ano de 2021, dos 104.610 pilotos de aviões comerciais ativos nos Estados Unidos, 8.421 eram mulheres, o que representam 8% do total do mercado de trabalho americano.

Quantos pilotos de avião comercial estrangeiros existem nos EUA?

Ainda de acordo com os números de 2021 da FAA, 11.655 pilotos estrangeiros atuavam na aviação comercial dos Estados Unidos.

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