As maiores empresas de tecnologia dos EUA estão pressionando o governo americano para alterar políticas de imigração que impedem que filhos de imigrantes legais permaneçam nos EUA depois de completarem 21 anos de idade.

Em uma carta endereçada ao Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Google, Amazon, IBM, Uber e outras 13 empresas de tecnologia pediram que o governo federal estenda o tempo de permanência nos EUA para familiares de portadores do visto H-1B. A notícia foi publicada pelo site Yahoo.

O H-1B é o principal visto utilizado pelas empresas americanas de tecnologia, incluindo as do Vale do Silício, para contratar programadores, desenvolvedores e engenheiros, dada a falta deste tipo de mão de obra nos EUA.

EUA ESTÃO COM MAIS GREEN CARDS DISPONÍVEIS PARA ESTE ANO

Quando um trabalhador imigrante é contratado por uma empresa americana por meio do visto H-1B, ele pode levar seu cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos junto com ele para os EUA, como dependentes.

Contudo, ao completar 21 anos, o filho perde o direito de ser um dependente do H-1B de seu pai ou mãe. Consequentemente, ele tem de solicitar um visto de não-imigrante (um visto de estudante, por exemplo) ou sair do país para solicitar o seu próprio green card. Caso contrário, ficará em situação irregular na América.

Diante do dilema, portanto, é comum que a família toda acabe deixando os EUA para que não tenha de se separar.

Agilizar green card e a cidadania americana

É justamente para não perder esses profissionais da área de tecnologia – que se veem obrigados a retornarem a seus países de origem para acompanhar os filhos que completaram 21 anos –, que as empresas americanas estão cobrando mudanças nas leis de imigração.

De acordo com o Yahoo, mais de 200 mil filhos de imigrantes vivem atualmente nos EUA como dependentes dos vistos de seus pais. Porém, eles invariavelmente vão se desvincular desta condição assim que completarem 21 anos.

“Instamos a administração a estabelecer políticas de envelhecimento mais robustas para que os filhos de titulares de vistos de longo prazo possam continuar como beneficiários dos pedidos de green card pendentes de seus pais, mesmo depois de completarem 21 anos”, diz a carta das empresas de tecnologia. “Os legisladores devem tomar medidas para preservar o direito dos filhos de permanecer nos EUA e trabalharem enquanto esperam a análise dos pedidos de green card”.

As empresas afirmam que a incerteza relacionada à permanência de filhos de titulares de H-1B tem prejudicado a capacidade dos EUA de reter os melhores talentos da área de tecnologia. Consequentemente, isso afetaria a capacidade do país de competir no cenário global contra China e Canadá, por exemplo.

As empresas também estão encorajando o Congresso a aprovar um projeto de lei conhecido como “Ato das Crianças da América”, que cria um caminho para que esses filhos de imigrantes obtenham a cidadania. Afinal de contas, muitos deles acabam vivendo toda a infância ou adolescência nos EUA, tendo que sair do país apenas porque fizeram 21 anos.

Titulares de visto H-1B e outros trabalhadores estrangeiros com vistos de não-imigrantes são os motores críticos do crescimento econômico dos EUA“, afirma a carta. “Estes indivíduos ajudam a manter a nossa vantagem competitiva no palco mundial, mas o sistema de imigração dos EUA não consegue ajudá-los adequadamente, nem suas famílias”.

Demora no tempo de processamento

Outro fator de preocupação para as empresas americanas é o risco de que os EUA percam dezenas de milhares de green cards em setembro deste ano, que poderiam ir para trabalhadores estrangeiros.

Para o ano fiscal de 2022, cerca de 260 mil green cards de emprego (vistos EB) estão disponíveis para imigrantes, em vez dos típicos 140 mil, graças a uma queda no número de pedidos de vistos baseados em parentesco em 2020. De acordo com a lei americana, green cards familiares que não são utilizados em um ano acabam virando green cards de trabalho no ano seguinte.

PROJETO DE LEI DISPONIBILIZA 400 MIL NOVOS GREEN CARDS NOS EUA

Contudo, se esses 120 mil green cards extras não forem processados até 30 de setembro, eles serão extintos permanentemente. E pelo ritmo de aprovações no Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS).

Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente sênior de Assuntos Globais do Google, Kent Walker, afirmou que apenas 13% das petições da empresa foram aprovadas, desde outubro de 2021.

“A ideia de que deixaremos dezenas de milhares dessas petições sem solução em um momento em que as empresas em todo o país estão tendo dificuldade em encontrar trabalhadores qualificados parece ilógica”, disse Walker. “Então estamos realmente tentando encorajar as pessoas a se unirem para resolver esse problema.”

Já Tim Cook, CEO da Apple, defendeu que os oficiais de imigração devam eliminar a exigência de documentos desnecessários e realizar comunicações via e-mail ou telefone para agilizar os processos.

“Os atrasos criaram incerteza para grandes empregadores e causaram ansiedade em nossos funcionários e suas famílias que, em alguns casos, esperaram décadas para receber o status de residência permanente”, escreveu Cook em uma carta direcionada ao DHS e publicada pelo Axios.

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