Trump proíbe entrada de viajantes de 12 nacionalidades nos Estados Unidos

Governo americano proíbe entrada de estrangeiros 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou, no dia 04/06/2025, a proibição de viajantes de 12 nacionalidades entrarem no território americano, sendo eles: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. A justificativa, segundo o governo, é a proteção da segurança nacional e dos interesses dos EUA. As informações são da CBS News.

Além desses, a entrada de pessoas de outros países – como Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela – será parcialmente restrita. A medida entrará em vigor no dia 09/06/2025, mas há algumas restrições. 

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Grupos que poderão entrar em território americano apesar das restrições

Alguns grupos terão permissão para viajar aos Estados Unidos, mesmo vindos dos países listados. Essa flexibilidade pode ser explicada também pelo fato de que, nos meses de junho e julho, os EUA serão palco da Copa do Mundo de Clubes. O território americano sediará importantes competições esportivas nos próximos anos, como a Copa do Mundo de Seleções (2026) e as Olimpíadas (2028). Entre as exceções estão:

  • Atletas e membros de delegações esportivas que estejam participando de grandes eventos, como Copa do Mundo ou Olimpíadas;
  • Minorias religiosas e étnicas perseguidas no Irã que possuam vistos específicos;
  • Afegãos com vistos especiais;
  • Residentes permanentes legais nos EUA (portadores de green card);
  • Pessoas com dupla nacionalidade, desde que tenham cidadania em um país não afetado pela proibição;
  • Indivíduos autorizados pelo Secretário de Estado por representarem um “interesse nacional” dos EUA.

Medidas anteriores

Essa não é a primeira vez que Trump impõe restrições a viajantes de nações específicas.Em 2017, durante seu primeiro mandato, ele assinou uma ordem semelhante, que inicialmente afetou Irã, Líbia, Síria, Iêmen e Somália. Posteriormente, Coreia do Norte, Venezuela e Chade foram incluídos na lista. O ex-presidente Joe Biden – sucessor de Trump – revogou esta medida em 2021.

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Além da proibição da entrada de estrangeiros, o presidente também assinou uma ordem restringindo vistos para estudantes estrangeiros em Harvard, reforçando sua postura crítica em relação à instituição.

Caso de ataque no Colorado 

Para justificar as novas medidas, o governo mencionou um incidente ocorrido no dia 01/06/2025, em Boulder, Colorado, onde um homem atacou manifestantes pró-Israel com uma bomba de gasolina.

O acusado, era um cidadão egípcio que, segundo autoridades federais, estava nos EUA com um visto de turista expirado e uma permissão de trabalho vencida. Apesar disso, o Egito não está incluído na lista de países com restrições de viagem, o que levanta questionamentos sobre os critérios adotados na nova política.

Essa situação foi usada como argumento para reforçar a necessidade de maior controle na entrada de estrangeiros, visando evitar riscos à segurança nacional.

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Países reagem à medida de Trump

Vários países se manifestaram após o anúncio das novas restrições de viagem aos Estados Unidos, com críticas e tentativas de diálogo. A Venezuela respondeu classificando os EUA como um “local perigoso” e um “grande risco” para qualquer pessoa. A declaração partiu de Diosdado Cabello, ministro do Interior, que acusou o governo americano de práticas “fascistas” e de perseguir venezuelanos “sem justificativa”.

Em tom mais diplomático, o embaixador da Somália nos EUA, Dahir Hassan Abdi, emitiu um comunicado destacando a importância das relações bilaterais e a disposição do país para negociar e esclarecer as preocupações envolvendo a medida.

Já o governo de Mianmar tentou contato com as autoridades americanas para obter mais informações, mas afirmou que não obteve retorno.

 

Foto: Freepik

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