Ajustes contribuem para combater as diferenças salariais e reduzir a pobreza
Mais de 9,2 milhões de trabalhadores em 21 estados dos EUA começaram 2025 com uma boa notícia: o aumento do salário mínimo americano. As mudanças, que entraram em vigor no início deste ano, devem gerar um total de US$ 5,7 bilhões em ganhos adicionais para os trabalhadores, segundo análise do Economic Policy Institute (EPI).
Além disso, 48 cidades e condados também aumentaram os pisos salariais acima dos mínimos estaduais. Os ajustes variam conforme o estado, sendo que 14 deles, incluindo a Califórnia, vinculam os aumentos à inflação.
Na Califórnia, o salário mínimo passará de US$ 16 para US$ 16,50, garantindo ao trabalhador em tempo integral um acréscimo anual médio de cerca de US$ 420, de acordo com o EPI. Outros cinco estados também implementaram os aumentos por meio de legislações previamente aprovadas por seus parlamentos, enquanto Nebraska e Montana seguem decisões tomadas por medidas eleitorais votadas diretamente pela população.
Com o crescimento contínuo dos pisos salariais, o EPI estima que ao menos 19 estados, além de Washington, D.C., terão um salário mínimo americano de pelo menos US$ 15 até 2027.
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Impacto nos trabalhadores mais vulneráveis
Os aumentos terão maior impacto entre mulheres, negros e hispânicos — grupos historicamente subvalorizados no mercado de trabalho. Dados do EPI indicam que as mulheres representam quase 60% dos trabalhadores beneficiados, enquanto negros e hispânicos respondem por 11% e 40%, respectivamente. Os ajustes também contribuem para combater disparidades salariais e reduzir a pobreza, segundo o relatório do instituto.
No entanto, mesmo com esses avanços, o salário mínimo americano permanece insuficiente em muitas regiões. O valor federal, mantido em US$ 7,25 por 15 anos, é amplamente criticado por não acompanhar o aumento do custo de vida. Um trabalhador em tempo integral com esse salário ganha apenas US$ 20 acima da linha de pobreza para uma única pessoa e fica abaixo dela ao sustentar uma família.
Estudos, como os conduzidos pelo Center for Hunger-Free Communities, sugerem que um salário mínimo adequado deveria variar entre US$ 20 e US$ 26 por hora, dependendo do estado, para cobrir despesas básicas como alimentação e moradia.
Embora os aumentos nos salários mínimos estaduais sejam um esforço para amenizar os efeitos da inflação e o alto custo de vida, muitos economistas destacam que esses ajustes ainda não atendem às necessidades reais. Por exemplo, em Ohio, o aumento devido à inflação elevará o salário mínimo de US$ 10,45 para apenas US$ 10,70, valor que pode ser insuficiente para acompanhar os preços crescentes de alimentos e habitação.
Essas dificuldades econômicas influenciaram as eleições de 2024, nas quais o alto custo de vida foi uma das principais preocupações dos eleitores. Ainda assim, especialistas como Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmam que a economia americana permanece em boa forma.
Estados americanos que aumentaram o salário mínimo em 2025
Califórnia – de US$ 16,00 para US$ 16,50
New York (NYC, Long Island, and Westchester) – de US$ 16,00 para US$ 16,50
Washington – de US$ 16,28 para US$ 16,66
Delaware – de US$ 13,25 para US$ 15,00
Nebraska – de US$ 12,00 para US$ 13,50
Virginia – de US$ 12,00 para US$ 12,41
New Jersey – de US$ 15,13 para US$ 15,49
Montana – de US$ 10,30 para US$ 10,55
Connecticut – de US$ 15,69 para US$ 16,35
Colorado – de US$ 14,42 para US$ 14,81
Alasca – de US$ 11,73 para US$ 11,91
Arizona – de US$ 14,35 para US$ 14,70
Illinois – de US$ 14,00 para US$ 15,00
Maine – de US$ 14,15 para US$ 14,65
Michigan – de US$ 10,33 para US$ 10,56
Minnesota – de US$ 10,85 para US$ 11,13
Missouri – de US$ 12,30 para US$ 13,75
Nebrasca – de US$ 12,00 para US$ 13,50
Ohio – de US$ 10,45 para US$ 10,70
Rhode Island – de US$ 14,00 para US$ 15,00
Dakota do Sul – de US$ 11,20 para US$ 11,50
Vermont – de US$ 13,67 para US$ 14,01
Foto: Freepik
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