Resumo da notícia “Vagas de emprego nos EUA passam de 11 milhões em janeiro”:

  • Estados Unidos fecharam janeiro com 11,3 milhões de vagas de emprego abertas
  • Para piorar, foram registrados 4,3 milhões de pedidos de demissão
  • Sem profissionais para preencher essas vagas, empresas contratam estrangeiros
  • Disputa por mão de obra tem elevado salários e aumentado a inflação

As vagas de emprego abertas nos EUA

Os Estados Unidos terminaram janeiro com 11,3 milhões de vagas abertas, de acordo com dados do Departamento de Trabalho divulgados nesta quarta-feira (9). O número é um dos maiores da série histórica, atrás apenas do dado de dezembro. No último mês de 2021, segundo revisão do governo americano, eram 11,4 milhões de vagas não preenchidas.

“Os números apontam para um cenário preocupante para a economia americana, uma vez que indicam a forte escassez de mão de obra no país. É um quadro que levará a um mercado competindo cada vez mais por profissionais, resultando em salários maiores e, consequentemente, preços maiores para o consumidor final. Tudo isso vai pressionar ainda mais a já elevada inflação”, analisa o especialista em mercado de trabalho e CEO da AG Immigration, Rodrigo Costa.

De acordo com ele, sem profissionais disponíveis nos EUA para ocupar essas posições, restam às empresas a contratação de trabalhadores estrangeiros, incluindo do Brasil – um dos dez países que mais solicitam o green card americano e um dos cinco que mais receberam vistos de trabalho em 2021.

Na semana passada, o Departamento de Trabalho já havia divulgado a criação de 678 mil empregos em fevereiro, o que derrubou ainda mais a taxa de desemprego, para 3,8% – uma das menores do último meio século.

Alta da inflação nos EUA

A inflação americana tem chegado a patamares recordes, sendo a maior dos últimos 40 anos. De acordo com Costa e outros analistas do mercado, há a expectativa de que o Banco Central dos Estados Unidos (o Federal Reserve) aumente a taxa básica de juro na reunião que será realizada na semana que vem.

“Levando-se em conta ainda a conjuntura internacional, com as sanções Rússia, o que já tem impactado o preço da gasolina aqui na América, não há uma perspectiva de que o quadro inflacionário mude tão cedo”, analisa Costa, que mora nos Estados Unidos há mais de 10 anos.

Há um ano, a média nacional do preço da gasolina era de US$ 2,7 por galão (o equivalente a 3,7 litros). Atualmente, esse preço é de US$ 4,2 – uma alta de 55,5%. Os dados são da Associação Americana de Automóveis (AAA).

O combustível tem sido um dos principais vilões da inflação nos EUA, juntamente com os alimentos, também bastante impactados pela conjuntura internacional. Não apenas pela instabilidade geopolítica, mas também pelas sazonalidades climáticas e encarecimento da energia.

Pedidos de demissão nos EUA em janeiro

Em janeiro, foram registrados 4,3 milhões de pedidos de demissão entre trabalhadores americanos, dando continuidade a um movimento que vem sendo chamado de “A Grande Demissão” nos Estados Unidos. O mercado mais disputado e a menor disposição das pessoas de aceitarem baixos salários e condições não favoráveis de emprego têm levado a esse fenômeno inédito no país. Setores como finanças e seguros foram os que mais viram pessoas deixando seus empregos.

Os dados revisados do Departamento de Trabalho mostram que 2021 encerrou com um total de 47,8 milhões de pedidos de demissão e 75,6 milhões de contratações.

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