Nesta quarta-feira (24/02), o presidente Joe Biden decretou o fim das restrições para determinados vistos de trabalho temporário, incluindo alguns vistos que historicamente costumam ser solicitados por muitos brasileiros, como o H (trabalhadores qualificados) e L1 (transferência de gerentes e executivos), além do visto J1 (intercâmbio cultural).

Com a nova medida, profissionais estrangeiros voltam plenamente a poderem solicitar vistos para trabalhar na América por um período de 2 ou 3 anos, dependendo da categoria em que se qualificarem.

As restrições aos vistos de trabalho haviam sido impostas pelo ex-presidente Donald Trump, como parte da política America First, que visava priorizar a contratação de trabalhadores americanos ao invés de profissionais estrangeiros. Uma estratégia que, no fim das contas, provou ser ineficaz, já que o mercado de trabalho americano não possui uma quantidade de profissionais suficientemente qualificados para atender as exigentes demandas de importantes setores no país, como as indústrias de óleo e gás e de tecnologia, por exemplo.

Aliás, desde que Trump impôs restrições a chegada de trabalhadores estrangeiros, o segmento que mais vem sofrendo no país é justamente o de tecnologia de ponta, área vital para continuar mantendo os Estados Unidos no posto de maior polo de inovações e maior economia do planeta.

Por diversas vezes, representantes de grandes conglomerados americanos, em especial aqueles localizados no Vale do Silício, como a Apple, Microsoft, Google, Cisco, etc., pressionaram a administração anterior da Casa Branca para que as restrições aos vistos de trabalho fossem retiradas. Todas as tentativas, entretanto, foram em vão.

Naturalmente, com o início do governo Biden, que durante sua campanha presidencial prometeu desfazer muitas leis decretadas por Donald Trump, a expectativa era a de que se restabelecesse o direito das companhias e empregadores americanos em geral a contratar os melhores profissionais disponíveis no mercado, independentemente de suas nacionalidades ou países de moradia.

A decisão de remover as restrições aos vistos de trabalho temporário deve ser comemorada tanto pelos empresários quanto pelos trabalhadores estrangeiros que chegam aos EUA, não só porque a presença de profissionais qualificados recupera a competitividade do mercado americano como também transmite uma mensagem simbólica, a de que em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado não há mais espaço para decisões nacionalistas que buscam restringir direitos ao invés de expandi-los.

No Brasil, temos muitos profissionais que certamente irão se qualificar para vistos de trabalho temporário (assim que a Embaixada e Consulados americanos reabrirem). Nosso país é tradicionalmente um celeiro de trabalhadores capacitados em áreas vitais como medicina, engenharia, TI, educação, aviação, entre outras.

A presença do profissional brasileiro é muito bem-vinda e valorizada nos EUA, e irá se intensificar ainda mais nos próximos anos com as muitas oportunidades que certamente surgirão no cenário mundial pós-pandemia.

 

Por Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration

 


Rodrigo Costa é administrador de empresas e especialista em investimentos e mercado de trabalho nos Estados Unidos, onde reside há 7anos. Sua vasta experiência em gerenciamento de processos, tecnologia e marketing fez com que Rodrigo se tornasse CEO e responsável por todas as operações da AG na América Latina.

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