Médicos estrangeiros nos EUA

Os EUA enfrentam uma escassez de mão de obra em todos os setores da economia, sendo que uma das situações mais agudas é na área médica. Um estudo da Associação Americana de Faculdades de Medicina (AAMC, na sigla em inglês) revelou que a escassez de médicos no país pode chegar a 124 mil profissionais em 2034.

Foi por isso que, em maio deste ano, o governador do Tennessee, Bill Lee, assinou uma lei que possibilitará médicos estrangeiros a trabalhar no estado americano sem passar pelo custoso e longo processo de obtenção da licença profissional, que geralmente envolve a conclusão da residência em uma universidade dos EUA e uma série de exames práticos e teóricos.

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A partir de 1º de julho de 2024, médicos estrangeiros que completaram uma pós-graduação de três anos em seu país de origem ou que exerceram a prática médica em pelo menos três dos últimos cinco anos poderão trabalhar no Tennessee com uma licença temporária em um hospital que tenha um programa de residência devidamente acreditado. Após dois anos sob supervisão, ele poderá receber uma licença permanente e irrestrita como médicos generalistas.

A nova lei do Tennessee, contudo, não elimina a obrigatoriedade do médico estrangeiro ser aprovado nos exames da USMLE (United States Medical Licensing Examination), popularmente conhecidos como STEPS. São provas de conhecimento prático e teórico para avaliar as capacidades clínicas do profissional.

“A grande maioria dos médicos que ajudamos a vir para os EUA utilizam os vistos EB-2 NIW ou EB-3, que concedem o green card. A grande vantagem do EB-2 NIW é que ele dispensa a oferta de emprego, ou seja, o próprio profissional pode solicitá-lo, sem que um hospital ou clínica comprometa-se a contratá-lo. Mas a falta de mão de obra é tão grande que não é difícil receber essas propostas. O entrave era justamente a grande burocracia envolvida para a certificação”, explica Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration.

Salário de médico nos EUA

Um estudo da Associação Médica Americana (AMA) mostrou que, em 2021, um em cada cinco médicos nos EUA nasceu e graduou-se no exterior. Com a nova lei do Tennessee, é possível que essa proporção aumente no estado ao longo dos próximos anos, uma vez que agora esses profissionais não precisarão mais fazer a residência em uma universidade americana, o que em geral demora de três a sete anos, dependendo da especialidade. “É uma legislação que atende a um problema de saúde grave, que é a falta de médicos, ao que mesmo tempo facilita e torna mais acessível a imigração de profissionais qualificados”, explica Costa.

Dados do Departamento de Trabalho dos EUA (DOL) levantados pela AG Immigration mostram que, das 20 profissões com os maiores salários nos EUA, 17 são da área da saúde, com os cardiologistas liderando a lista, tendo um salário médio no país equivalente a R$ 143 mil por mês na cotação atual de 4,88 reais para cada dólar. Anestesiologistas, cirurgiões ortopédicos, dermatologistas, radiologistas, psiquiatras, oftalmologistas e obstetras também se destacam.

A nova legislação do Tennessee beneficia os profissionais brasileiros. “As faculdades de medicina do Brasil são reconhecidas internacionalmente pela sua qualidade, enquanto os médicos também são valorizados pelo atendimento mais carinhoso com os pacientes. Além disso, existe um intercâmbio muito forte entre os dois países na área da saúde. É comum, por exemplo, que médicos brasileiros venham fazer treinamentos e pós-graduações aqui”, explica Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration. “É possível que legislações similares surjam em outros estados, visto que a escassez de profissionais é generalizada”.

Em junho, durante a edição de 2023 do Encontro Anual da AMA, a entidade já havia reconhecido a importância de facilitar o processo de verificação de credenciais de médicos estrangeiros. Atualmente, esse processo se inicia junto à faculdade onde o profissional se formou. No entanto, durante a pandemia, em razão das restrições de ida e vinda das pessoas, a AMA começou a estudar alternativas e agora quer encorajar os conselhos estaduais a aceitarem formas de verificação mais simples.

Tempo de residência médica nos EUA

Em geral, os programas de residência médica nos EUA demoram o seguinte tempo:

Especialidade Duração do Programa
Transição/Ano Preliminar 1 ano
Medicina de Famíli 3 anos
Medicina Interna 3 anos
Pediatria 3 anos
Anestesiologia 3 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Dermatologia 3 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Neurologia 3 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Ofatlmologia 3 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Fisiatria 3 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Emergência 3-4 anos
Obstetrícia e Ginecologia 4 anos
Patologia 4 anos
Psiquiatria 4 anos
Diagnóstico Radiológico 4 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Oncologia Radiológica 4 anos + PGY-1 Transição/Ano Preliminar
Cirurgia Geral 5 anos
Cirurgia Ortopédica 5 anos (incluso 1 ano de cirurgia geral)
Otorrinolaringologia 5 anos (incluso 1 ano de cirurgia geral)
Urologia 5 anos (incluso 1 ano de cirurgia geral)
Cirurgia Plástica 5-6 anos (incluso 1 ano de cirurgia geral)
Cirurgia Neurológica 6 anos (incluso 1 ano de cirurgia geral)

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