Empresas dos EUA querem green cards mais fáceis para imigrantes de STEM

Empresas dos EUA querem green cards mais fáceis para STEM

Green cards para profissionais de tecnologia

Na última semana de julho de 2022, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o texto da Lei de Chips e Ciência, que prevê investimentos de US$ 280 bilhões para a indústria americana de semicondutores e em pesquisa científica nas áreas de inteligência artificial, computação quântica e outras tecnologias.

O objetivo do projeto de lei – que havia sido aprovado no Senado um dia antes e agora segue para a sanção do presidente Joe Biden – é aumentar a competitividade dos EUA frente aos avanços tecnológicos de outras nações, notadamente a China.

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Mais do que isso, a Lei de Chips e Ciência foi um episódio raro de bipartidarismo na política dos EUA, com votações expressivas no Senado (64 a 33) e na Câmara (243 a 187).

No entanto, vice-presidentes e executivos sêniores de RH de nove das maiores empresas de tecnologia com atuação nos EUA, incluindo Samsung, Intel e AMD, disseram que a sanção e promulgação da lei não é o suficiente.

Profissionais de tecnologia em falta nos EUA

Em carta aberta destinada aos líderes do Congresso americano, as empresas pediram ações concretas para estimular a entrada no país de mais imigrantes qualificados nas áreas de STEM – sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

“Estamos escrevendo para vocês sobre uma questão subestimada, mas vital para a nossa economia e para o interesse da segurança nacional: a necessidade de indivíduos mais talentosos e altamente qualificados para preencher a demanda imediata de trabalho da indústria de tecnologia. Trabalhadores com educação avançada e conhecimento em áreas técnicas de ponta, especificamente nos campos de ciência, tecnologia e engenharia (STEM), são o combustível que impulsionará nossa economia e país para a próxima era industrial e tecnológica”, diz o parágrafo inicial da carta.

De acordo com as empresas, existem atualmente milhares de vagas de emprego técnicas na indústria do semicondutor dos EUA. Contudo, muitas delas estão abertas há meses ou anos, já que as companhias simplesmente não conseguem encontrar, dentro do país, trabalhadores qualificados com a formação, as habilidades e os conhecimentos necessários, prejudicando assim sua competitividade global.

“A indústria de semicondutores não está sozinha. O setor da inteligência artificial dos EUA tem uma escassez significativa de talentos e confia pesadamente na mão de obra estrangeira”, afirma a carta.

Soluções para os imigrantes da área de tecnologia nos EUA

As empresas de tecnologia propõem as seguintes soluções ao Congresso para facilitar a entrada de imigrantes qualificados da área de STEM e reter aqueles que já se encontram nos EUA:

  • Investir na formação qualificada de estudantes de STEM nascidos nos EUA.
  • Criar mais programas de graduação específicos em semicondutores para capacitar e aprimorar a força de trabalho de semicondutores dos EUA.
  • Reter mais estrangeiros qualificados em STEM na força de trabalho do país, especialmente aqueles pós-graduados nas universidades americanas.

A carta salienta que, enquanto as duas primeiras propostas exigirão investimentos públicos de médio e longo prazo, a última pode ser alcançada se o Congresso aprovar duas propostas políticas específicas:

  • Isentar imigrantes com doutorado e mestrado em STEM dos limites anuais de green card por país.
  • Permitir a recaptura de green cards não utilizados, a fim de reduzir o atual acúmulo de pedidos, tanto de vistos de trabalho (vistos EB) quanto green cards baseados em parentesco.

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Importância da área de tecnologia para os EUA

A Lei de Chips e Ciência prevê aumentar o financiamento da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) em US$ 81 bilhões, além de reorganizar a agência para que seja mais focada em tecnologia.

O projeto também destina US$ 52 bilhões para a indústria doméstica de fabricação de chips, visto que os EUA têm perdido competitividade nesta área. Segundo uma reportagem da Bloomberg, a participação global dos semicondutores produzidos na América diminuiu de 37% em 1990 para 12% atualmente. “Analistas estimam que 6% dos novos chips sejam produzidos nos EUA nos próximos anos, em comparação com 40% na China”, diz a matéria.

Outra preocupação dos EUA é a segurança nacional. As Forças Armadas do país demandam cerca de 1,9 bilhão de chips por ano – tanto para armas quanto para comunicação. A grande variedade de produtos e serviços essenciais que agora dependem de semicondutores – de telefones celulares a laptops, de tecnologias médicas a automóveis – é suficiente para fazer uma pausa sobre confiar tanto em parceiros estrangeiros, particularmente dados os riscos de conflito futuro com a China.

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