Resumo da notícia “Brasileiros barrados na fronteira dos EUA crescem 13,9%”.

  • Em março, 1.651 brasileiros foram detidos ou expulsos dos EUA tentando entrar ilegalmente no país.
  • No entanto, a tendência é que ao longo do ano os níveis de brasileiros flagrados na fronteira americana fiquem menores do que em 2021.

Brasileiros barrados na fronteira dos EUA: alta de 13,9%

Em março, os EUA detiveram ou expulsaram 1.651 brasileiros nas fronteiras do país. A quantidade é 1,2% superior aos 1.631 encontros de fevereiro. Os dados são de um levantamento da AG Immigration junto ao Serviço de Alfândegas e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos.

Encontro é um termo técnico dos órgãos de controle de fronteira e refere-se a dois tipos distintos de eventos. Um deles é a detenção, que em resumo acontece quando os imigrantes são levados sob custódia para aguardarem julgamento. O outro é a expulsão, quando eles são imediatamente enviados para seu país de origem ou último país de trânsito, ou seja, sem serem mantidos em custódia.

Saiba Mais: QUANTIDADE DE BRASILEIROS ILEGAIS DETIDOS OU EXPULSOS NOS EUA CAI 48% EM FEVEREIRO

Desde o começo do ano, 6.368 brasileiros já tentaram atravessar a fronteira americana – 13,9% a mais do que no mesmo período de 2021.

Embora a comparação apresente crescimento, os encontros com brasileiros registraram uma acentuada alta justamente a partir de março de 2021, após Joe Biden assumir a presidência.

Em razão da base forte de comparação no ano passado, a tendência é que os números caiam em 2022. Após o ímpeto inicial, eles perceberam que não é apenas porque o presidente mudou que ficou mais fácil entrar nos EUA.

Considerando todas as nacionalidades detidas ou expulsas nas fronteiras, o total de encontros em março chegou a 249.198 – alta de 30,8% sobre fevereiro.

Brasileiros barrados na fronteira dos EUA em março de 2022

Ucranianos nas fronteiras dos EUA

Em março, os EUA detiveram ou expulsaram 5.071 ucranianos tentando entrar ilegalmente pelas fronteiras do país. O número é 342% maior do que os 1.146 de fevereiro.

Este salto, em suma, reflete os efeitos da invasão russa a seu vizinho no Leste Europeu. Desde 24 de fevereiro, quando a guerra iniciou, mais de 10 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas na Ucrânia, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas, sendo que 4,7 milhões delas fugiram do país.

Como forma de ajudar os ucranianos, os EUA já haviam determinado que eles recebessem o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês). O instrumento impede que cidadãos da Ucrânia vivendo no país desde 11 de abril sejam deportados ou presos em razão de sua condição migratória. O governo estima que 59 mil pessoas podem se beneficiar da medida.

O TPS, porém, não se aplica a ucranianos que vivem atualmente fora dos EUA ou que cheguem ao país nas próximas semanas. Em vez disso, eles devem solicitar um visto ou buscar outro caminho legal, por meio de consulados americanos no exterior.

Durante sua viagem à Europa, no final do mês passado, o presidente Joe Biden afirmou que os EUA aceitariam cem mil refugiados da guerra. Apesar de Biden ter feito esta promessa, os EUA admitiram apenas 12 ucranianos em seu programa de refugiados em março. É, aliás, o menor número dos últimos 17 meses.

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