Vistos EB-1 e EB-2 para brasileiros

A escassez de mão de obra nos EUA tem feito com que alguns dos profissionais mais qualificados do Brasil deixem o País, em um movimento crescente de fuga de cérebros. É o que aponta uma pesquisa do escritório de advocacia AG Immigration, segundo a qual 420 vistos EB-1 foram emitidos nos postos diplomáticos dos EUA no Brasil no ano passado – crescimento de 546% sobre o período anterior e bem acima dos níveis pré-pandêmicos (ver tabela).

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Com isso, os brasileiros ficaram em terceiro lugar entre as nacionalidades que mais receberam o visto, atrás somente de chineses (3.566) e indianos (651). A pesquisa foi realizada com base em dados revisados recentemente pelo Departamento de Estado e referem-se ao ano fiscal de 2022. O levantamento contabiliza os vistos expedidos por todos os consulados e embaixadas dos EUA.

O EB-1 é um visto destinado a profissionais com habilidades extraordinárias – ou seja, que tenham destaque na carreira e, via de regra, algum tipo de reconhecimento nacional ou internacional. Ele faz parte do programa de vistos EB, criado pelos EUA na década de 1990 justamente para atrair as melhores mentes e talentos do mundo.

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De acordo com o advogado de imigração Felipe Alexandre, ainda é comum que as pessoas achem que apenas são elegíveis ao visto EB-1 – a categoria mais elevada dos EBs – aqueles profissionais extremamente famosos e inteligentes, como artistas consagrados, vencedores do Prêmio Nobel ou do Oscar ou cientistas com publicações nas principais revistas científicas internacionais.

“O EB-1 vai muito além disso. Existem, sim, critérios que analisam o impacto que o indivíduo teve em sua indústria para determinar se ele pode ou não receber o visto. No entanto, temos casos de aprovações referentes a lutadores, cantores gospels, diretores de empresas, jogadores de futebol, influenciadores, programadores com conhecimento em linguagens específicas, maquiadores e designers de unhas, por exemplo. O que esses profissionais têm em comum é que se destacaram bastante nas suas áreas”, afirma o advogado, sócio-fundador da AG Immigration, escritório especializado em green cards com sede em Washington, D.C. “Costumo dizer que são aqueles 5% mais talentosos de uma determinada indústria”.

O EB-1 – assim como todos os vistos EBs – concede ao titular o green card, documento que o autoriza a viver e trabalhar permanentemente nos EUA. Com o dólar a R$ 5 e as empresas americanas brigando entre si para encontrar trabalhadores qualificados, o que por sua vez tem inflacionado os salários no país, muitos brasileiros optam por seguir suas carreiras lá.

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Ao todo, a legislação dos EUA estabelece dez critérios de elegibilidade ao visto EB-1, sendo que o candidato deve atender a três. São parâmetros como prêmios nacionais e internacionais, publicações, originalidade do trabalho, remuneração e aparições na mídia. “Não é fácil, mas é mais comum do que antes. O governo tem se esforçado para atrair gente talentosa para cá”, diz Alexandre, que mora em Los Angeles, na Califórnia.

Os últimos dados do Departamento de Trabalho dos EUA revelam que existem 11 milhões de vagas abertas nas empresas do país, mas apenas 5,7 milhões de desempregados – o menor patamar dos últimos 53 anos. Isso significa que, mesmo que todos eles fossem contratados, ainda assim restariam 5,3 milhões de postos de trabalho precisando ser preenchidos. “E é aí que entra o imigrante, para expandir a força de trabalho americana”, diz Alexandre.

Vistos EB-2

Se o EB-1 é destinado aos profissionais que estão entre os 5% melhores de uma determinada área, o EB-2 é voltado para os 15%. Consequentemente, é mais fácil obtê-lo. No ano fiscal de 2022, por exemplo, os postos diplomáticos dos EUA no Brasil emitiram 1.391 vistos EB-2 (alta de 1.596% sobre 2021), atrás apenas da Coreia do Sul (1.584).

A grande maioria dos que aplicam para o EB-2 o fazem por uma categoria chamada NIW – que, assim como o EB-1, dispensa que o indivíduo tenha uma oferta de trabalho formal de um empregador americano. “A própria pessoa pode dar entrada no green card sem depender de ninguém, apenas por ser um profissional bem qualificado”, diz Alexandre, ressaltando que a grande maioria dos recipientes de EB-2 têm pelo menos uma pós-graduação (mestrado ou doutorado) e mais de dez anos de experiência. “A exceção são artistas, esportistas e profissões como a de programador, em que você encontra muitos autodidatas que não precisam necessariamente de um diploma para trilhar a carreira com sucesso”.

De acordo com o advogado, as profissões que têm se destacado no visto EB-2 são os dentistas, enfermeiros, pilotos de avião, engenheiros de todas as áreas, fisioterapeutas, médicos, professores, pesquisadores, especialistas em finanças, nutricionistas, contadores e gerentes de áreas corporativas, como Marketing, RH e Vendas. “Não existe uma lista fechada de profissões. Aliás, a maioria delas está presente tanto no EB-1 quanto no EB-2. O que muda é o nível de experiência e a qualificação do profissional. Um bom advogado de imigração vai conseguir analisar o perfil do candidato e dizer qual visto é o mais recomendado”, esclarece o sócio da AG Immigration.

EMISSÃO DE VISTOS EB-1 E EB-2 NO ANO FISCAL AMERICANO DE 2022


Fonte: Dados do Departamento de Estado dos EUA levantados pela AG Immigration

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