Há um reconhecimento crescente entre gestores públicos dos Estados Unidos – um país em que a saúde é quase toda privatizada – de que a saúde oral é importante na solução de uma ampla gama de problemas crônicos, como a depressão, a diabetes e até o desemprego. Por isso, estados americanos como o Tennessee estão, cada vez mais, lançando iniciativas para a contratação de dentistas e ampliação da rede pública odontológica.

Em 31 de janeiro, o governador do Tennessee, o republicano Bill Lee, anunciou durante um discurso que irá destinar US$ 25,5 milhões para oferecer benefícios dentais a 610 mil adultos elegíveis para o TennCare – nome que Medicaid, plano de saúde federal voltado a pessoas de baixa renda, recebe dentro do estado.

Lee também prometeu US$ 11,8 milhões para o recrutamento e a retenção de dentistas e provedores odontológicos, assim como para o fornecimento de cuidados bucais na área da prostodontia – especialidade que trata a substituição de dentes perdidos, reproduzindo ao máximo a dentição natural e buscando o restabelecimento das funções mastigatória, fonética e estética do paciente.

Em entrevista à rádio WPLN, sediada em Nashville, capital do Tennessee, o diretor do TennCare, Stephen Smith, afirmou que o estado gastou US$ 10 milhões em 2019 com pacientes que se apresentaram nas emergências dos hospitais com dores de dentes ou outros tipos de crise oral. “Muitas vezes, os hospitais só podem oferecer remédios para dor, frequentemente opioides”, disse.

Escassez de dentistas nos EUA agrava outros problemas de saúde

Com a iniciativa do governo estadual, o objetivo é reduzir estes e outros gastos decorrentes da falta de acesso à saúde bucal. O Tennessee é um dos poucos estados americanos que ainda não oferecem cobertura dentária para todos os cidadãos via TennCare. Cuidados bucais deficientes geram efeitos em cascata para a saúde em geral – sobretudo refletindo-se em índices mais elevados de diabetes e depressão, doenças que no Tennessee ocorrem de maneira assustadora.

De acordo com o Ranking de Saúde da América, plataforma de dados mantida pela Fundação United Health (do Grupo UnitedHealth), em parceria com diversas entidades da área da saúde, enquanto nos EUA a taxa média de adultos que reportaram terem sido avaliados com algum tipo de desordem depressiva é de 19,5%, no Tennessee esse número chega a 24,1%. O maior indicador, para fins de comparação, foi registrado no estado de West Virgínia (24,6%). O menor, no Havaí (12,7%).

Já ao verificar os dados de diabetes, enquanto o país como um todo apresenta uma média percentual de 10,6% de adultos diagnosticados com a doença (excluindo-se a pré-diabetes e a diabetes gestacional), esse número sobre de 14,1% no Tennessee – a quarta maior taxa dos EUA.

O TennCare também pagaria maiores salários aos dentistas”, afirmou Smith à WPLN.

Como ser dentista nos EUA?

Os Estados Unidos de maneira geral têm enfrentado uma escassez de dentistas, em razão da baixa quantidade de profissionais formados, que não acompanha o crescimento populacional e a expansão de serviços odontológicos. Por isso, a AG Immigration lançou neste ano um programa para levar mil dentistas brasileiros para trabalhar nos EUA.

Dentistas interessados podem preencher nosso formulário de avaliação gratuita. O programa já contempla todo o processo imigratório do dentista brasileiro, a revalidação do diploma nos EUA, a obtenção da licença profissional e a sua recolocação no mercado de trabalho.

De acordo com informações do Departamento de Estatísticas do Trabalho, um dentista nos Estados Unidos ganha, em média, 180 mil dólares por ano, o equivalente a R$ 1 milhão – ou R$ 84 mil por mês na variação de câmbio atual.

“Há oportunidades incríveis para os brasileiros. E o que eles desconhecem é que, há muitos anos, o governo americano disponibiliza uma categoria de vistos chamada EB, ou employment-based, que é reservada para profissionais vindos de outros países e que já possuem formação acadêmica superior e carreira bem-sucedida em seu segmento. E essa tem sido a principal porta de entrada para dentistas nos Estados Unidos”, explica o CEO da AG Immigration, Rodrigo Costa.