Serviço militar nos EUA

Forças Armadas Americanas e Serviço Militar nos EUA

Saiba quem pode se alistar ao Serviço Militar nos EUA e como funcionam as Forças Armadas Americanas

Como funcionam as Forças Armadas e o Serviço Militar nos EUA

As Forças Armadas americanas são divididas em Exército, Fuzileiros, Marinha, Aeronáutica, Força Espacial e Guarda Costeira. Por hierarquia, o Presidente dos EUA é o Comandante-Chefe de todas as Forças Armadas, que também estão subordinadas ao Departamento de Defesa (DoD) e ao Departamento de Segurança Interna (DHS).

Em 2019, o orçamento aprovado para as Forças Armadas americanas foi de 693 bilhões de dólares, o que representa simplesmente 36% de tudo o que é gasto com a indústria militar no planeta e faz com que os EUA possuam o maior poderio bélico da história da humanidade.

Embora o serviço militar nos Estados Unidos não seja obrigatório, todos os homens com idade entre 18 e 26 anos devem se registrar junto ao Selective Service (Serviço de Seleção), sejam eles cidadãos americanos ou imigrantes (portadores de green card). O registro significa que estas pessoas estão disponíveis para servirem ao país caso seja preciso, e pode ser feito online, através do website: www.sss.gov.

Já para aqueles que querem de fato ingressar e seguir carreira no serviço militar nos Estados Unidos, é preciso ter entre 18 e 35 anos, histórico de bons antecedentes, compreensão da língua inglesa, conhecimento da história americana e comprovação de que possui residência fixa nos EUA.

Imigrantes legais podem se alistar

Segundo dados do Departamento de Defesa, estima-se que mais de 8 mil portadores de green card se alistam no serviço militar dos EUA anualmente. Ainda assim, o efetivo de imigrantes nas forças armadas é bem pequeno, e representa apenas 3% de todo o pessoal da ativa. Não há muitos brasileiros dentro desse grupo, sendo a maioria dos imigrantes militares originários das Filipinas e do México.

Por falar em brasileiros, existem muitos que sonham em servir as forças armadas americanas, em especial aqueles que não se qualificam para nenhum dos diversos programas de imigração que existem nos EUA, como no caso do green card com base em família, carreira ou investimento.

Porém, é importante observar que, além de cidadãos americanos, somente imigrantes já legalizados podem pleitear o alistamento nas forças armadas americanas. Estudantes, trabalhadores temporários ou outros estrangeiros que se encontrem ilegais no país não podem se alistar.

A única exceção para esta regra, de acordo com a constituição americana, é quando existem circunstâncias especiais, como no caso de uma guerra. Somente neste cenário é possível que o exército americano busque ajuda de pessoas que não sejam americanas ou portadores de green card. Isto aconteceu, por exemplo, na Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnam e na Guerra do Golfo.

As mulheres nas Forças Armadas Americanas

O primeiro registro oficial de mulheres servindo as Forças Armadas americanas é de 1942, quando um contingente de enfermeiras foi designado para acompanhar os soldados americanos tanto em combates internos (Pearl Harbor) como na campanha dos EUA na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.  Estima-se que 350 mulheres serviram as Forças americanas entre 1942 e 1945.

Em 1948, o Presidente Truman assinou o primeiro decreto que permitiu o ingresso integral de mulheres nas Forças Armadas.  Porém, a maioria dos postos disponíveis para elas ainda era na área médica. Isso só mudou em 1974, quando o Departamento de Defesa dos EUA começou a incorporar militares mulheres como oficiais de carreira.

Com o passar das décadas o número de mulheres militares, especialmente no corpo de fuzileiros, exército, marinha e aeronáutica aumentou exponencialmente.  Durante a Guerra do Golfo, em 1991, por exemplo, centenas de oficiais americanas participaram de combates diretos contras as forças inimigas.

No século XXI, as conquistas das mulheres nas forças armadas americanas têm sido ainda mais relevantes, e a quantidade de oficiais mulheres no alto escalão militar dos EUA mostra o quanto a força feminina hoje é fundamental para o Departamento de Defesa do país.

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