Os Estados Unidos anunciaram na última segunda-feira (04/08), um projeto piloto que está em análise e, pode passar a exigir um depósito financeiro de até US$ 15 mil (cerca de R$ 75 mil) para a concessão de alguns tipos de visto. A medida, ainda em fase de testes, foi divulgada em um comunicado oficial e tem como objetivo garantir que os estrangeiros cumpram os termos de sua entrada no país.
Sobre o programa piloto
De acordo com a proposta, o valor da caução pode variar conforme a categoria do visto e as circunstâncias do solicitante. Conforme informações publicadas no Federal Register — o diário oficial do governo americano — o Departamento de Estado detalhou que o projeto experimental terá duração de um ano e abrangerá candidatos aos vistos B-1 (destinado a profissionais em viagens corporativas, como participação em eventos comerciais e negociações) e B-2 (para turismo, visitas familiares ou procedimentos médicos).
Caso o viajante cumpra todas as exigências legais durante sua estadia, o valor depositado será reembolsado integralmente. No entanto, se houver descumprimento, o governo poderá reter o montante como penalidade.
Novas opções para investidores
Em abril deste ano, as autoridades norte-americanas lançaram os chamados Gold Cards (cartões dourados), um visto especial que exige um aporte mínimo de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões). Esse mecanismo visa atrair investidores estrangeiros de alto poder aquisitivo, oferecendo um caminho acelerado para a residência permanente ou cidadania nos EUA.
A iniciativa ainda não tem data definida para entrar em vigor e está sujeita a ajustes após avaliação das autoridades competentes. Se implementada, a medida pode impactar principalmente vistos de trabalho temporário e outras modalidades específicas.
Países que sofrerão com exigência de caução para visto
Na terça-feira (05/08), o governo dos Estados Unidos anunciou quais países terão que arcar com uma caução de US$ 15 mil (cerca de R$ 82 mil) para obtenção de vistos de turismo e trabalho. No momento, o Brasil não está incluído nessa medida, e não há indicação oficial sobre a inclusão futura do país na lista.
Até agora, apenas Zâmbia e Malawi foram citados como os primeiros a se enquadrar na nova exigência. No entanto, o governo de Donald Trump sinalizou que outros países poderão ser incluídos posteriormente.
Foto: Freepik
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