O visto F-1 é o principal caminho para estudantes estrangeiros que sonham em cursar programas acadêmicos nos Estados Unidos. Apesar disso, informações erradas ainda geram dúvidas sobre direitos, limitações e obrigações desse status migratório. Dados do U.S. Department of State indicam que o número de vistos F-1 emitidos voltou a crescer após a retomada do fluxo internacional de estudantes, reforçando a importância de compreender corretamente as regras vigentes.
O que é o visto F-1 segundo o governo americano
O visto F-1 é um visto de não imigrante destinado a estudantes aceitos por instituições certificadas pelo Student and Exchange Visitor Program (SEVP). A escola emite o formulário I-20, documento obrigatório para o pedido do visto junto ao consulado. As regras oficiais estão disponíveis no site do U.S. Department of State.
Mito 1: o visto F-1 é apenas para graduação
O visto F-1 permite matrícula em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, cursos técnicos e programas de inglês (ESL), desde que a instituição seja credenciada pelo SEVP. Essa informação é confirmada pelo Department of Homeland Security (DHS), responsável pelo controle do SEVIS.
Mito 2: estudantes F-1 não podem trabalhar
Estudantes com visto F-1 podem trabalhar até 20 horas semanais no campus durante o período letivo. Além disso, existem autorizações específicas como o Curricular Practical Training (CPT) e o Optional Practical Training (OPT). Para cursos STEM, o OPT pode ser estendido para até 36 meses, conforme regras do USCIS.
Mito 3: o processo de solicitação é sempre complexo
Embora o processo exija organização, ele segue etapas objetivas: aceitação pela escola, pagamento da taxa SEVIS I-901, preenchimento do DS-160 e entrevista consular. O próprio governo americano disponibiliza orientações detalhadas no portal, reduzindo riscos de erro quando o candidato segue as diretrizes corretamente.
Mito 4: o visto F-1 garante residência permanente
O visto F-1 não concede green card automaticamente. Trata-se de um visto temporário. Após os estudos, o aluno pode buscar outras categorias, como H-1B ou EB-1/EB-2, desde que atenda aos requisitos legais. A mudança de status depende de planejamento migratório adequado e aprovação das autoridades americanas.
Mito 5: é obrigatório ter patrocinador financeiro
Não existe exigência de patrocinador formal. O estudante deve comprovar capacidade financeira suficiente, o que pode ser feito por meio de recursos próprios, apoio familiar, bolsas de estudo ou combinação desses fatores, conforme exigido pelo consulado e registrado no formulário I-20.
Mito 6: estudar em uma boa escola garante o visto
A decisão final cabe ao oficial consular, que avalia vínculos com o país de origem, histórico acadêmico, recursos financeiros e intenção temporária. Estar matriculado em uma instituição renomada não elimina a necessidade de cumprir todos os critérios legais.
Foto: Freepik
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