O governo Biden acaba de sofrer um revés em seu projeto de legalizar milhões de imigrantes atualmente ilegais nos EUA. Isto porque Ellizabeth MacDonough, árbitra do Senado americano, declarou no domingo (19/09) que o plano democrata para a desejada reforma imigratória não pode ser incluído no pacote orçamentário de US$ 3,5 trilhões, atualmente discutido no Congresso. Ela argumentou que a realização de uma reforma imigratória tão robusta exigiria custos ainda mais altos do que os previstos no atual orçamento federal.

Antiga promessa de campanha dos democratas, Biden deseja legalizar e conceder direito à residência para um grande grupo de imigrantes (entre 8 a 11 milhões de pessoas), abrindo caminho para que muitos deles também se tornem elegíveis a receber a cidadania americana Se aprovada a medida beneficiaria os chamados “dreamers”, imigrantes que foram levados pelos pais ainda crianças para os EUA, além de determinados trabalhadores e pessoas que chegaram ao país por motivos humanitários.

Embora a decisão final de não incluir a proposta de reforma imigratória ainda não tenha sido tomada, neste momento é pouco provável que os democratas decidam ir contra o parecer técnico de MacDonough.  Existe, entretanto, a possibilidade de revisão do projeto de reforma, tornando a mesma menos abrangente.

Considerado fundamental para os planos de Biden, os gastos do novo plano orçamentários prometem ser utilizados em áreas consideradas vitais no país, como educação (pré-escolas públicas, fim da cobrança de mensalidades para faculdades comunitárias por até 2 anos), saúde (ampliação da rede de cobertura do Medicare e criação de novos benefícios odontológicos, visuais e auditivos, além de redução nos custos de determinados medicamentos), meio ambiente (com a criação de um “corpo civil” do clima) e bem estar social com investimentos em novas moradias populares e redução de impostos em determinadas áreas menos favorecidas).

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