Como funciona o sistema de saúde nos Estados Unidos?

Instituições privadas são responsáveis por cerca de 85% dos atendimentos médicos nos Estados Unidos, enquanto apenas 15% da população é beneficiada por serviços públicos de saúde no país. Isso acontece porque o atendimento gratuito de programas do governo, com o Medicare e o Medicaid só podem ser utilizados por pessoas que estejam comprovadamente abaixo da linha da pobreza ou idosos.

A questão do sistema de saúde nos EUA divide opiniões, e ao longo das últimas cinco décadas têm provocado discussões acaloradas e debates públicos na sociedade americana. Grande parte da população considera que o Estado deveria fornecer uma rede mais ampla de atendimento e melhores condições para a rede pública de saúde. Por outro lado, existe uma parcela considerável de contribuintes que entendem que a livre concorrência do mercado possibilita maior competitividade e, consequentemente, melhores serviços médicos e hospitalares.

Especialmente nos últimos dez anos, vários programas federais foram criados nos EUA com a intenção de aprimorar a qualidade do atendimento público, alguns com êxito e outros com falhas. Enquanto isso, a rede de saúde privada continua a crescer, ao ponto de existirem hoje diversas especialidades médicas cujos profissionais estão em falta no país.

Os Estados Unidos sofrem atualmente com uma escassez histórica de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas entre outros. E para atender a essa necessidade do mercado, as instituições particulares muitas vezes precisam buscar profissionais vindos de outros países, o que é uma excelente oportunidade para estrangeiros que atuam nas áreas da saúde residirem e trabalharem legalmente nos EUA.

CONVÊNIOS MÉDICOS E PLANOS PARTICULARES DE SAÚDE

Assim como acontece no Brasil, o sistema privado de saúde oferece melhores condições de atendimento e infraestrutura.  Como o pagamento de um bom convênio médico particular é consideravelmente caro, muitas empresas americanas oferecem planos de saúde para seus funcionários. Quando isso não acontece, cabe a própria pessoa buscar um plano que caiba no seu orçamento.

É importante observar que na maioria dos casos, mesmo quando uma empresa fornece um plano de saúde, o beneficiário ainda pode precisar pagar um valor adicional para consultas médicas, exames e quaisquer outros serviços ou tratamentos que não estejam incluídos no convênio médico. A maioria dos benefícios oferecidos pelas empresas cobrem os serviços mais simples, como atendimento de emergência.

Para quem paga por seu próprio plano, é preciso estar atento à detalhes importantes na hora de assinar um contrato com uma instituição médica. Muitos planos de saúde incluem uma cláusula chamada deductible, que indica que a seguradora médica só começará a cobrir despesas médicas após uma determinada quantia mínima ser gasta pelo beneficiado.

ATENDIMENTO PÚBLICO 

Em relação ao serviço público, cada estado americano possui autonomia para oferecer diferentes tipos de coberturas e atendimento. A maioria dos hospitais com departamentos de emergência é obrigada por lei a tratar as pessoas com condições médicas urgentes, mesmo se a pessoa não puder pagar. Em praticamente todas as comunidades existe pelo menos uma clínica de cuidados médicos gratuitos ou de baixo custo.

O U.S. Department of Health and Human Services (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) financia clínicas de cuidados médicos básicos  em muitas localidades. Para encontrar um médico perto, deve-se visitar http://findahealthcenter.hrsa.gov. O governo ainda disponibiliza importantes informações sobre o sistema de saúde através dos websites: www.healthfinder.gov e www.HealthCare.gov.

Residentes permanentes (portadores de Green Card) e certas pessoas com status imigratório legal podem se qualificar para o atendimento público americano, desde que atendam aos requisitos para serem elegíveis aos benefícios e estejam em dia com suas obrigações tributárias, assim como acontece com quaisquer cidadãos do país.

Por outro lado, alguém que esteja ilegal ou “fora de status” nos EUA pode encontrar dificuldades na hora de ser atendido, além do impacto negativo que utilizar um benefício público que é destinado aos contribuintes pode ter no momento de buscar uma residência permanente legal ou no momento de uma naturalização.

 

MEDICARE, MEDICAID E OBAMACARE

O Medicare é um programa federal de planos de saúde para pessoas a partir de 65 anos de idade ou para quem precisa de certas necessidades especiais. Seus benefícios incluem atendimento médico básico, internações em hospitais, asilos e casas de repouso. O plano também prevê serviços ambulatoriais, atendimento preventivo e determinados medicamentos previstos para tratamentos. Geralmente é necessário que a pessoa tenha trabalhado nos EUA por 10 anos (ou 40 trimestres) para obter benefícios do Medicare. Para mais informações sobre como se qualificar para um Medicare, visite www.medicare.gov/MedicareEligibility/home.asp.

Medicaid é um programa integrado do governo federal e governos estaduais para pessoas de baixa renda, independente da idade. Seus serviços gratuitos incluem certas consultas médicas,

medicamentos e internações.  A maioria dos residentes permanentes (portadores de Green Card) podem obter Medicaid se já estiverem residindo nos EUA há mais de 5 anos e forem contribuintes dos impostos de renda.  Para maiores informações sobre os serviços de Medicaid acesse:  www.medicaid.gov

Obamacare foi criado em 2010, pelo então presidente americano Barack Obama, com o objetivo de reduzir gastos do governo com saúde pública, que até 2009 equivaliam a 10% do PIB americano. O programa tem como meta investir em prevenção de doenças e impedir que determinadas instituições de saúde se neguem a prestar atendimento médico ou hospitalar para pessoas com doenças pré-existentes.

Através do Obamacare, pessoas com renda mensal até quatro vezes acima da linha da pobreza passaram também a serelegíveis a receberem subsídios federais para bancar custos de planos de saúde e medicamentos. Empresas com mais de 50 funcionários também passaram a ser obrigadas a oferecer convênios.

Desde sua criação, o Obamacare vem recebendo duras críticas do Partido Republicano e de grande parte da pupulação. Na visão da atual administração dos Estados Unidos nem todos os cidadãos deveriam arcar com os impostos de um programa de saúde individual. Além disso, a forma como o Obamacare foi implementada possibilitou uma grande quantidade de fraudes, muitas vezes provocadas pelos próprios beneficiados. Nos últimos anos, o atual governo vem propondo modificações nas regras deste programa, principalmente para flexibilizar as exigências impostas para as seguradoras privadas.

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